A diminuição da cobertura de gelo superou o recorde de 2007. O degelo deste ano ainda não chegou ao fim.
Este novo recorde, não é para ser celebrado. Cientistas americanos afirmam que o degelo no Ártico é o maior registado, desde o inicio do monitoramento da região, há mais de 30 anos.
A área congelada do oceano Ártico costuma sofrer uma diminuição durante o Verão no hemisfério Norte, diminuindo para um tamanho mínimo e depois recompõe-se no Inverno. O problema é que os cientistas afirmam que a extensão da cobertura de gelo tem diminuído cada vez mais, ficando menor ao longo dos anos e que o degelo tem ocorrido mais rapidamente. Imagens obtidas por satélites mostram que a cobertura de gelo no Verão tem ficado 13% menor que o normal a cada década.
Quando o monitoramento, por satélite, da região começou a extensão de gelo era de cerca de 8 milhões de quilômetros quadrados.
E o degelo deste ano ainda não chegou ao fim. Segundo o NSIDC (National Show and Ice Data Center), ainda vai durar alguns dias. Até lá, os cientistas esperam ver uma redução ainda maior da cobertura de gelo do Ártico.
A marca deste ano foi superada mais cedo do que a do ano de 2007, que registou o maior degelo em 18 de setembro.
Segundo os cientistas do NSIDC, a causa do degelo é o aumento das temperaturas causadas pelo aquecimento global. No entanto, o calor, o culpado mais óbvio pelo degelo, não é o único responsável pela redução da cobertura.
Segundo um investigador o ano de 2007 foi ainda mais quente.
Segundo dados do centro, entre 2007 e 2011 foram registados outros degelos extremos. Essas reduções extremas que se estão a tornar cada vez mais regulares estão a deixar o gelo mais frágil e fino, mais propenso a derreter, mesmo que a temperatura não seja muito alta.
“Isso também cria um ciclo vicioso. Quanto mais gelo derreter, mais o degelo se vai acelerar, já que mais partes escuras do oceano, as que absorvem o calor do Sol, vão aparecer, aumentando a temperatura do oceano e derretendo a parte do gelo que fica debaixo de água. De vez em quando os recordes são quebrados, mas no contexto do que aconteceu nos últimos anos, essa parece ser uma indicação de que a cobertura de gelo do Ártico está a sofrer mudanças na sua natureza”, disse Walter N. Meier, investigador da NSIDC.
Segundo dados do centro, entre 2007 e 2011 foram registados outros degelos extremos. Essas reduções extremas que se estão a tornar cada vez mais regulares estão a deixar o gelo mais frágil e fino, mais propenso a derreter, mesmo que a temperatura não seja muito alta.
“Isso também cria um ciclo vicioso. Quanto mais gelo derreter, mais o degelo se vai acelerar, já que mais partes escuras do oceano, as que absorvem o calor do Sol, vão aparecer, aumentando a temperatura do oceano e derretendo a parte do gelo que fica debaixo de água. De vez em quando os recordes são quebrados, mas no contexto do que aconteceu nos últimos anos, essa parece ser uma indicação de que a cobertura de gelo do Ártico está a sofrer mudanças na sua natureza”, disse Walter N. Meier, investigador da NSIDC.
A pergunta que eu deixo é esta:
O que podemos fazer para impedir que os degelos continuem?
O que podemos fazer para impedir que os degelos continuem?
Fonte do artigo: http://veja.abril.com.br

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